o que fazer em cusco

O que fazer em Cusco

O que ver e fazer em Cusco?

O que fazer em Cusco quando chegar. Cusco oferece muitos pontos turísticos, naturais e culturais. Conhecida como a capital histórica do Peru; e também como o umbigo do mundo, foi declarada como tal em sua constituição.

A antiga capital do império inca foi decorada pelos espanhóis com palácios, praças, igrejas para transformá-la atualmente na principal cidade turística do Peru. A quantidade de monumentos a levou ao reconhecimento como; “A Roma da América” e, quem sabe, por isso, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1983. Dos quais apresentaremos 10 coisas para o que fazer em Cusco.

1.- Praça de Armas

A Praça de Armas de Cusco era antigamente um pântano e foram os incas que a transformaram na principal capital do império inca. Atualmente é o núcleo central de Cusco: moderna, rodeada por restaurantes turísticos, joalherias, agências de viagem e os mesmos templos do período da conquista.

É aconselhável visitar a praça durante o dia e também à noite, observando a diferença, além do encanto dos edifícios iluminados em meio à escuridão.

2.- Catedral de Cusco

A igreja principal de Cusco, nascida após a conquista e a fundação espanhola da cidade, teve duas localizações antes de permanecer em sua localização atual. Em outubro de 1534, o primeiro cabido que lhe atribuiu o local que ocupa hoje em dia a igreja do Triunfo, sobre o antigo Sunturhuasi. Devido à sua pequenez, em 1541 ficou decidido outorgá-la um local maior na zona de Cusipata, em frente ao mercado e do convento dos mercenários. Sem dúvida, a proximidade resultou em um incômodo e, em 1552, foram adquiridos os terrenos de Quishuarcancha ou palácio de Huiracocha, ao lado do templo primitivo.

No ano de 1559 foi colocada a primeira pedra e foi chamado o arquiteto Juan Miguel Veramendi; residente em Chuquisaca, para dirigir as obras. Pouco depois, Juan Correa continuou os trabalhos até 1564 quando foi interrompido devido a escassez de fundos. Até 1585, o mestre estremenho Francisco Becerra, construtor da catedral de Lima, provavelmente executou o traçado final.

Em 1615, Miguel Gutiérrez Sencio tornou-se o responsável pela obra, um arquiteto seguidor de Marco Vitruvio e Jacopo Vignola; e admirador do estilo sóbrio e puro instaurado por Juan de Herrera no Monastério de Escorial. Sob sua direção, a catedral de Cusco foi concluída em 1649.

O desenho estava modelado, na base, de uma cruz latina; a fachada e seu interior em estilo renascentista muito ornamental. Em seu interior encontram-se as melhores expressões de ourivesaria colonial, esculturas em madeira de cedro e amieiro, como o púlpito, assim como uma valiosa coleção de telas da Escola Cusquenha. Duas capelas a acompanha, O Triunfo e a Companhia de Jesus.

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3.- Sacsayhuaman

A 2km ao norte de Cusco encontra-se a fortaleza inca. Considerada a maior obra arquitetônica dos incas, foi construída entre os séculos XV e XVI.

A construção durou mais de cinco décadas sendo realizada por 20.000 homens que se uniram como uma homenagem (mita, trabalho obrigatório). Todas as suas estruturas foram colocadas sem necessidade que estas deixassem de ser parte do lugar de onde foram erguidas; integrando profunda e harmonicamente à categoria sagrada da paisagem, obtendo-se um colossal altar à natureza.

Para se chegar a pé a Sacsayhuaman a partir da Praça de Armas, peguei a rua Suécia, virei na Huaynapata e segui pela rua La Resbalosa. Virei à direita depois da igreja de San Cristóbal e peguei a estrada. Aqui você pegará a antiga rota inca até Sacsayhuaman. A subida é íngreme e, da Praça de Armas até lá leva 30 minutos aproximadamente.

4.- Qorikancha e o Convento de Santo Domingo

Qorikancha, conhecido também como o Templo do Sol, foi um local sagrado, a base sobre a qual foi construído o convento de Santo Domingo. Antigamente era um centro religioso, político e geográfico de Cusco. Edificado pelo inca Pachacútec no ano de 1438 após sua vitória sobre os Chancas.

No Templo do Sol residia o sumo sacerdote do deus Inti Willac Umu responsável pelas tarefas astronômicas; e principais cerimônias religiosas do Império Inca.

Foi um dos templos mais importantes e sagrados do império inca, o Tahuantinsuyo. Depois da conquista da região de Cusco, os espanhóis saquearam o templo inca e construíram o primeiro convento dominicano do Peru sobre seus muros; o Convento de Santo Domingo. No entanto, este testemunho privilegiado da história tumultuada do país é o resultado de uma surpreendente mescla arquitetônica, incaia e européia. A utilização dos diferentes elementos incas do templo original pelos espanhóis é visível tanto em seu exterior como no interior do templo.

 5.- Experimente uma cerveja Cusqueña

A cerveja mais tradicional da cidade de Cusco começou a ser produzida em 1909. Uma cerveja suave muito apropriada para o calor andino e que é o símbolo da cidade.

Há três variedades para degustar (Premium, Malta ou Trigo), cada uma com suas características e sabores diferentes.

6.- Pedra dos 12 ângulos

O bloco de pedra mais famoso da cidade é considerado Patrimônio Cultural da Nação do Peru e forma parte do muro do Palácio Arcebispal. Esta pedra de diorito é uma obra perfeita de 12 ângulos desprovida de assimetrias em suas junções. Algo realmente complicado de se fazer. A pedra dos 12 ângulos é isso mesmo…uma pedra incrustada em um mural inca; talhada de tal maneira que possui 12 ângulos que facilitam calçar com exatidão com as demais pedras adjacentes que forma o muro. Está situado na rua Hatunrumiyoca a duas quadras da Praça de Armas de Cusco.

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7.- Comendo Cuy (porquinho da índia)

O cuy foi tradicionalmente criado por famílias e seu consumo celebra eventos especiais como aniversários e festas. O alto teor de proteína, com baixo teor de gordura, frequentemente é comparado com coelho. No ano passado foram exportadas 11 toneladas de carne de cuy, sendo 90% para os EUA. Muitos viajantes têm em sua lista experimentar o cuy.

O cuy é um dos pratos típicos da cozinha peruana. Pode ser servido frito, ao forno ou en pepián (cozido) e é servido inteiro ou metade no prato, acompanhado de verduras, batatas, milho, etc.

Nas comemorações de Corpus Christi e de Cusco, é preparado o famoso prato típico chiriuchu, elaborado a base de cuy, queijo, salsicha, frango; cecina (carne de porco defumada), tortilha de milho, caucau (ovas de peixe), cucha yuyo (tipo de alga), entre outros seis ingredientes ocupa as principais mesas da cidade de Cusco durante todo o mês de junho. Trata-se do chiriuchu, um prato mais representativo da região inca servido nas festas jubilares de Corpus Christi.

8.- Tambomachay

O sítio arqueológico de Tambomachay encontra-se a 8km (15 min) a noroeste de Cusco e a 1km de Puca Pucara. Localizado nas encostas de uma colina próximo ao caminho principal para Antisuyo, sobre o rio Tambomachay. É conhecido também como Tambo da Caverna e ocupa uma área de 437m2, a 3700 m de altitude. Ao que parece era o balneário favorito dos incas, mas também foi um dos pilares do sistema de defesa do vale de Cusco.

O nome provém de duas palavras quíchuas: tampo que significa alojamento coletivo e Mach´ay, que quer dizer lugar de descanso. Entretanto de acordo com outras referências, a palavra machay significa caverna, descrevendo o peculiar entorno; onde pode-se ver estas formações rochosas naturais, que, conforme as tradições indígenas foram lugares de veneração ou práticas de magias.

Formado por um conjunto de estruturas de pedras finamente lavradas, aquedutos e cascatas provenientes de mananciais e fonte termais próximas (há teorias que estava relacionada ao culto da água) é um dos pilares da cosmo visão andina.

9.- Qenqo

A 4km ou 6km (5min a noroeste de Cusco) localizam-se os sítios arqueológicos de Qenqo. São dois: o Grande localizado no caminho vindo de Sacsayhuamán até Pisaq e o Chico, situado a 350m a oeste do anterior, sobre uma ladeira. Este santuário encontra-se situado sobre a colina de Socorro e abrange uma área acima de 3.500m2 com uma vista panorâmica dos arredores, incluindo a cidade de Cusco.

Em quíchua, Qenqo significa labirinto ou zigzag e o templo possui este nome pelo canal sinuoso cortado por sua pedra. Está claro que o canal transportava algum tipo de líquido o qual os pesquisadores interpretaram seu propósito e o líquido que transportava. As hipóteses vão desde água benta a chicha (cerveja de milho). Os três indicam que Qenqo foi utilizada para sacrifícios, possivelmente para preservar os corpos ou detectar se alguém viveria bem seguindo o curso seguido pelo líquido.

10.- Pisaq

Um dos parques arqueológicos mais atraentes do Vale Sagrado, localizado na cordilheira de Vilcabamba, é Pisaq. O Parque Arqueológico Nacional de Pisaq é constituído por agrupamentos de restos arqueológicos entre os quais se destacam terraços, aquedutos, caminhos associados a muralhas e pórticos, canais hídricos, cemitérios, pontes etc. Sua extensão abrange 4km2 de superfície. Segundo o arqueólogo e historiador John Rowe, Pisaq foi parte da herança do inca Pachacútec que pode ter ordenado sua construção.

Atualmente acredita-se que Pisaq foi uma “fazenda real” do inca Pachacútec, pertencendo a sua panaca (família real) ou descendência. O nome Pisaq origina-se, provavelmente do quíchua pisaq, perdiz. Conforme o arquiteto Angel Silva, a forma do assentamento lembra a ave, o que está relacionado com o suposto uso dos arquitetos incas de criar seus assentamentos baseados em traços figurativos.

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